Holofote
Zé Neto detalha bastidores de vício em remédios e álcool durante depressão

Em uma entrevista sincera e de muita coragem, Zé Neto abriu o coração sobre a sua dolorosa batalha contra a depressão e a síndrome do pânico. O sertanejo revelou que, para tentar dar conta da rotina de shows e compromissos, acabou caindo em um ciclo perigoso de abuso de substâncias, misturando o uso excessivo de calmantes, estimulantes, bebidas alcoólicas e cigarro eletrônico. “Eu tomava um monte de remédio pra dormir, depois tomava um monte de remédio pra acordar, e bebida, cigarro, sabe? Muita coisa ruim!”, relembrou o cantor, visivelmente emocionado.
O estalo para buscar ajuda especializada acendeu quando a saúde mental cobrou o preço e tornou impossível a manutenção de sua rotina de trabalho. Zé Neto confessou que o ritmo acelerado da estrada o afastou de sua própria essência. “Eu acho que a minha vida pela correria, por tudo… Eu acho que eu estava deixando a coisa mais importante da minha vida, que é Deus de lado”, desabafou. Diante do colapso iminente, o cantor tomou a decisão de se afastar dos palcos para focar inteiramente em si mesmo: “Chegou assim a um ponto que eu falei: ‘Eu não consigo mais! Eu preciso parar, preciso anunciar isso para o Brasil inteiro, para eu parar e para eu me cuidar’”.
Questionado sobre a fórmula que o tirou daquele cenário crítico, o intérprete explicou que sua reabilitação foi construída através do equilíbrio exato entre a ciência e a espiritualidade, além de uma rigorosa mudança em seu estilo de vida diário. Hoje recuperado e celebrando uma nova fase, Zé Neto deixou um conselho valioso para quem enfrenta o mesmo problema em silêncio. “Tem excelentes profissionais hoje na área da saúde. E também a atividade física. É importantíssimo respirar! Respirar fundo. Você vai tentando conter uma coisa que você sente que você não consegue explicar. É uma dor que não sangra, que não tem cicatriz, que não tem nada”, concluiu.









